Essência do Lobisomem

Lobisomens

O Lobisomem é um conceito amplamente difundido no folclore europeu, existindo em muitas variantes, relacionadas por um desenvolvimento comum de uma interpretação cristã do folclore europeu subjacente desenvolvido durante o período medieval. O Lobisomem é um monstro divino, Filho da Lua, é uma entidade capaz de manifestar na realidade de várias maneiras.

O Lobisomem é um conceito, uma entidade abstrata, portanto ele não algo físico, mental, astral, almático e espiritual. Lobisomem, como entidade abstrata que é sua verdadeira forma pode criar avatares/manifestações como os Lobisomens físicos, mentais, ilusórios, astrais e espirituais.

Existem várias manifestações sendo físicas (Licantropo, Varulv, Vaukalak, Vulkodlak, Lycaon, ElSalvaje, Lobisomem Brasileiro, Ulfherdnar, Lupo mannaro, Irrinja, Thiess de Kaltenbrun, Lobisomem da Noruega, Sarut, Faoladh, Malakat, Loup-garou, Rougarou, Luison, Besta de Gévaudan, Besta de Neffer, Lobanil, Vilkaci, Qutrub e Gizotso), mentais (Lobisomem psicológico e Lobisomem psicodélico), ilusórios (Lobisomem Ilusório), astrais (Vârcolac) e espirituais (Lobisomem Demônio, Cani do Inferno, Wulver, Lobisomem Negro e Lobisomem Albino).

Existem conceitos que os Lobisomens encarnam, incorporam e personificam como, violência, selvageria, dualidade, desejo, emoção, força interior, transformação, medo, liberdade, maldição, raiva, sombra, instinto protetor, natureza. Os Lobisomens mais malignos incorporam o ódio, orgulho, mal, apatia, crueldade e sadismo.

O Lobisomem pode ser interpretado como a luta entre (e a integração de) tanto o "bem" quanto o "mal" dentro de um ser humano - o inescapável e incontrolável natureza de nossos impulsos emocionais crus, sejam eles sexuais, violentos ou destrutivos. O Lobisomem é um mito eterno na cultura americana, é uma antítese personificada contra o Destino Manifesto. E sempre estará lá, na floresta, onde você mal consegue ver.

Outros personificam e incorporam como Ossory, personifica a Irlanda. El Salvaje que personifica a selva, pratica a união livre e a bigamia.

Essência



A Entidade não tem nome, apesar não ter nome, a Entidade é a representação máxima do arquétipo do Lobisomem poderoso e potente. Isso abrange conceitos físicos e metafísicos, a Entidade é a luz que a Sombra reflete e compõem as forças, que incorporam conceitos.

O Lobisomem não é uma espécie biológica, nem um ser humano aflito (embora muitas vezes seja confundido com uma) e um dos problemas reside na tradução; nem todos os ‘werewolves’ em diferentes idiomas podem ser traduzidos em um mesmo ‘werewolf’. Os Lobisomens são conceitos culturais e, portanto, entidades não absolutas, mas relativas, definidas pelos seus contextos.







O que demonstra aqui, é que os Lobisomens são conceitos culturais, depende do lugar e época. Os Lobisomens personificações de conceitos sejam físicos ou metafísicos de cultura de um país. Não sendo entidades físicas nascidas do físico e de organismos vivos. As variações dos Lobisomens se deve ao fato de serem conceitos culturais, assim se ramificando muito ao longo tempo e das culturas pelo mundo.



Os Lobisomens incorporam conceitos de um arquétipo, como metamorfose, dualidade, transformação e etc. Apenas sendo reflexão e manifestação do aspecto da sombra.


Os Lobisomens são a manifestação da sombra, e eles são aceitos como parte da ordem natural. Eles incorporam forças inconscientes, tanto pessoais tanto coletivas. Apesar de sua forma temível, não causam danos sem motivos, seus ataques servem para proteger ou punir transgressões. Os Lobisomens se tornam epifanias, ou sejam, eles se manifestam e se revelam, tornam sua forma em momentos compreensão profunda de clareza súbita da vida e do mundo. 


Os Lobos são representados como mensageiros e guardiões da lei divina. Eles incorporam a energia sexual masculina e, juntamente com a cabra, representam a interação cíclica da luz e da escuridão.

A transformação em lobisomem é descrita em instruções populares como exigindo a remoção das roupas e o rastejar por dentro de uma árvore oca ou arqueada, ou por suas raízes. Os Lobisomens imprime formas "curvas" com caos, interpretação ato como morte e iniciação simbólicas.


Os Lobisomens, incluindo a Lobanis, são figuras que representam a luz, sendo essa luz a característica da Entidade também vemos isso na Estônia com Libahunt veja o trecho; "Ele é como a luz da lua, rompendo as copas das árvores ancestrais por um instante fugaz, dotado de uma força que é ao mesmo tempo temível e sábia.". Então Entidade é a luz, a presença, a Sombra é o reflexo que possui conceitos físicos e metafísicos, com forças inconscientes, sendo coleção de aspectos da Entidade.


A origem dos Lobisomens são inconsciente coletivo das pessoas que está na fronteira entre híbrido de homem e animal, entre a floresta e a cidade. A figura do homem banido da cidade.


O Lobisomem é uma figura liminal que marca esse limite/limiar. Os Espaços transformadores emergem em florestas, estradas desertas ou sonhos, frequentemente durante a noite ou em estados alterados de consciência, quando as fronteiras se confundem. A passagem por essas paisagens simbólicas possibilita a mudança psicológica, revelando verdades mais profundas, novas perspectivas e conhecimento interior.

Os Lobisomens transitam entre lugares e planos existencias, e as fronteiras desvia de seu curso, como florestas, deserto e sonhos, durante a noite ou estados alternados da consciência. Isso possibilita mudanças psicológicas, revelando verdades profundas, visões novas e conhecimento interior.

Referência

  1. The Difference Werewolf, de Willem de Blécourt
  2. Research gate
  3. Human by Night, Beast by Day: The Werewolf Archetype in Lavtian Culture, de Alberton, Ieva

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